TEM PESSOAS QUE AMAM AS PESSOAS ENQUANTO ELAS TEM UTILIDADE EM NOSSAS VIDAS MAS O AMOR NAO É ISTO. VOCE PODE DEIXAR DE CAMINHAR , NAO PODE FAZER MAIS A COMIDA FAVORITA PRA SUA FAMILIA. É AI QUE SOBRA O AMOR. A HORA QUE PASSA A NOSSA UTILIDADE QUE ENCONTRAMOS QUEM NOS AMA. QUANDO EU DEIXO DE SER ATRATIVO NA VIDA DAS PESSOAS PERSISTIRA O AMOR. SE VOCE PERDER OS SEU TALENTOS , ACREDITE, QUE ENQUANTO SOBRAR AQUILO QUE VOCE É, VAI SOBRAR O SEU VERDADEIRO SIGNIFICADO COMO PESSOA. O QUE VOCE FAZ É O SEU VERDADEIRO SIGNIFICADO. O QUE A GENTE FAZ É MAIOR DO QUE AS PESSOAS PENSAM DE NÓS. A FÉ
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sábado, abril 12, 2008

MINAS GERAIS



Contar a história de Minas é contar a história das pedras, da saga e da ambição de seus homens. E olha que é um relato muito antigo e também pouco conhecido, já que a presença humana é calculada em ousados 12 mil anos. Mais antigo que isto só suas pedras, aliás muitas, que fazem deste o estado mais rico em reservas minerais da nação.


Minas Gerais é o quarto maior estado do Brasil, com 586.624 Km2,
superior em área à França e à Bélgica juntas.
Mais da metade de seu território tem altitudes superiores a 600m.
A montanha está intimamente ligada à alma de seus habitantes,
os mineiros, um povo altivo, contemplativo, introspectivo e nem por isso menos acolhedor.

As serras serpenteiam por todas as direções e suas reservas minerais são incalculáveis, com destaque para o ferro, ouro, alumínio, manganês, zinco, quartzo, feldspato, nióbio, níquel... A agropecuária também tem presença decisiva na economia mineira, principalmente com a produção de leite e seus derivados. Agora uma nova porta se abre, o turismo, que encontra farto material natural e cultural nas várias regiões das Minas Gerais.
O estado também é famoso por sua culinária simples, curiosa e deliciosa. Tanto é assim que conquistou o Brasil. Só para citar alguns exemplos: lombinho de porco assado, o tutu de feijão com torresmo e linguiça, o feijão tropeiro com couve refogada, a galinha ao molho pardo... Não podemos esquecer os quitutes: queijo de minas, broa de milho, doce de leite... Rica, tradicional, histórica: assim é a cozinha mineira, cujas receitas são encontradas em caderninhos às vezes seculares


O estado também é famoso por sua culinária simples, curiosa e deliciosa. Tanto é assim que conquistou o Brasil. Só para citar alguns exemplos: lombinho de porco assado, o tutu de feijão com torresmo e linguiça, o feijão tropeiro com couve refogada, a galinha ao molho pardo... Não podemos esquecer os quitutes: queijo de minas, broa de milho, doce de leite... Rica, tradicional, histórica: assim é a cozinha mineira, cujas receitas são encontradas em caderninhos às vezes seculares.

Sabor que vem das montanhas
O pão de queijo surgiu no século XVIII, nas cozinhas das fazendas mineiras. Para incrementar o biscoito de polvilho, foi acrescido o queijo. O resultado foi um quitute delicioso que já ganhou o Brasil e vem ganhando também outros países. São cerca de 350 empresas devidamente legalizadas com sua grande maioria localizada na região Sudeste, principalmente em Minas Gerais e também em São Paulo.


Generosas porções de frango, porco, couve, polentas e angus. Compotas, doce-de-leite, goiabada, biscoitos, broas, leite e café, para os vários lanches ao longo do dia.
Dizer que mineiro é farto na cozinha não é exagero, mas uma constatação histórica. A abundância de comida já nasceu com essa gente, ainda na época da exploração do ouro.
É o que mostra o livro A Cozinha e A Construção da Imagem do Mineiro, da socióloga Mônica Chaves Abdala, professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A obra resulta da dissertação de mestrado que fez há 13 anos, na Universidade de São Paulo (USP), partindo da pergunta “por que o mineiro é tão associado à comida”? Lembrava de situações por que ela mesma passava, quando morava em São Paulo, em que era questionada pelos amigos.
- Eles iam me buscar para uma volta e eu sempre oferecia nem que fosse um café. Todo mundo reparava nisso, conta.
E pesquisou sabendo que comida e identidade são universais, que a última coisa que um migrante esquece é a língua e sua culinária.
- Todo povo tem sua culinária. Japonês, libanês e italiano vieram para cá e trouxeram suas comidas, ressalta.
Analisou documentos, poesias e memórias. Descobriu as razões da cozinha mineira ainda no processo de formação do Estado, durante a exploração de jazidas de mineração. E viu que a fartura tão alardeada, de Minas, tem um pé na escassez de alimentos.
Era fim de século 17, começo do 18, e ao contrário do restante do país, as cidades mineiras eram prioritariamente urbanas, e concentravam gente vinda de todo lugar. As estradas eram de péssimas condições, e o Estado vivia “fechado”.
Faltou comida e as pessoas passavam fome, quando se começou a desenvolver uma cultura de subsistência. Deu-se valor aos conhecimentos de índios, plantando mandioca e milho, e portugueses, que trouxeram galinha, porco, couve e algumas frutas.
- O alimento passou a ser muito valorizado, mesa farta era sinal de quem tinha status. Ouro qualquer um tinha, comida, não, comenta Mônica.
Comida era elemento de socialização para as famílias abastadas, que se reuniam em torno de grandes mesas. Também tinha seu papel nas ruas, onde pobres e negros rodeavam os tabuleiros das negras quituteiras. E no pátio das igrejas, ao final das festas religiosas.
- No século 19, quando a agropecuária se expande, a fartura se consolida, porque aí se passou a ter mais alimentos, destaca a socióloga.
Nas fazendas, as famílias estocavam carnes em latas de gordura, biscoitos e compostas, sempre à espera da próxima visita. Documentos mostram relatos de cientistas estrangeiros que, no século retrasado, já mencionavam a receptiva e farta cozinha mineira.
Vêm dessa época as receitas como as broas de quase 20 ovos. Durante a pesquisa, a socióloga comeu muito, enquanto pesquisava amigos e famílias antigas, de Minas.
- A broa de canjica leva de 12 a 18 ovos a cada prato fundo de fubá de canjica, exemplifica.
Pão de queijo
Em seus estudos, a professora Mônica Abdala chegou à hipótese de que o pão de queijo surgiu nas cozinhas mineiras no século 19. Além de não haver citações anteriores sobre a iguaria, apenas naquele século é que houve mais oferta de leite, ovos e queijos, em função da expansão agropecuária.
- Comer queijo após a refeição já era hábito mais antigo, mas no século 19 o queijo sobrava e endurecia. E como a farinha de trigo que chegava era muito ruim, começaram, a substituí-la por polvilho nas receitas de pães, conta.
Essa época também foi propícia ao desenvolvimento das quitandas. Antes, a produção de açúcar, aguardente e compotas era clandestina, longe dos olhos da metrópole, que direcionava toda o esforço produtivo para o ouro.

GOSTO DE BRASIL
Orgulho mineiro, por um gênio das letras

“Nosso não será o petróleo tanto assim. Nossos, bem nossos, são o doce de leite e o desfiado de carne seca. Meu - perdoem-me - é aquele prato mineiro verdadeiramente principal. Guisado de frango com quiabos e abóbora-d’água (ad libitum o jiló) e angu, prato em aquarela, deslizando viscoso como a vida mesma, mas pingante de pimenta. Sem esquecer os doces, à frente os de calda, que não convém deixem de ser orgulho próprio e um dos pequenos substratos do bem-querer à pátria e do não desentender a nação”
Guimarães rosa

TRADIÇÃO MINEIRA:


Bolo de leite

Ingredientes
• 1 litro de leite
• 2 chávenas e meia de açúcar
• 2 chávenas de farinha de trigo
• 2 ovos batidos como para pão-de-ló
• 1 chávena de queijo ralado

Preparo
. O bolo de leite era especialidade da minha avóLuiza.
Primeiro, ela explica que chávena é o equivalente a xícara de chá.
Misture o leite ao açúcar e coloque a farinha aos poucos, até formar um mingau. Faça as claras em neve e continue batendo, juntando as gemas.
Acrescente a mistura dos ovos ao mingau, coloque o queijo ralado e uma pitada de sal. Despeje em um tabuleiro (fôrma) untado e leve ao forno quente.
Deixe até ficar “corado”, na parte de cima. A partir desse momento, passe a temperatura para o médio. O bolo fica com aparência de pudim.



Pão de Queijo

Ingredientes
• 500g de polvilho doce
• 1 copo (grande, 200 ml) de leite
• 1 copo (grande, 200 ml) de óleo, menos dois dedos
• 1 colher de sal
• 4 ovos
• 200g de queijo parmesão ralado ou meia cura

Modo de fazer
Ferva o leite com o óleo e o sal.
Escalde o polvilho.
Deixe esfriar e coloque os ovos, um de cada vez.
Por último, coloque o queijo.
Unte a mão com óleo e enrole os pães. Coloque no forno quente para assar. Fica uma delícia. (Receita tradicional de Minas Gerais)

 

2 Comments:

Blogger Verena Rabenschlag said...

Q legal seu blog! passarei por aqui mais vezes.
=*

12 de abril de 2008 21:09  
Blogger Denise BC said...

Suelly
Travessia é o máximo e acompanhada dessas receitinhas, ai,ai.
Bjs

13 de abril de 2008 20:35  

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